Cavaleiros do Guasca Largado percorrem cerca de 270 km para trazer a Chama Crioula até Casca
Um dos principais símbolos da tradição gaúcha está a caminho de Casca. Integrantes do Grupo de Cavaleiros Guasca Largado, do Piquete Tropeiro Serrano, participam da jornada de condução da Chama Crioula de 2026, após a geração e distribuição estadual realizada em Rio Pardo.
A comitiva casquense conta com 15 integrantes e participa da cavalgada representando o município e a 7ª Região Tradicionalista. O grupo esteve em Rio Pardo para acompanhar a 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula, realizada nos dias 14 e 15 de agosto.
Neste ano, Rio Pardo, município pertencente à 5ª Região Tradicionalista e de grande importância para a história do Rio Grande do Sul, foi escolhido para sediar o evento estadual. A geração da Chama ocorreu no Parque de Exposições do Sindicato Rural, enquanto a distribuição foi realizada em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, reunindo representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Estado.
A partir da centelha distribuída em Rio Pardo, os cavaleiros iniciaram o retorno às suas regiões, levando o fogo simbólico para diferentes pontos do Rio Grande do Sul. A tradição marca o início dos Festejos Farroupilhas e mantém viva uma prática iniciada em 1947. Atualmente, a Chama Crioula é reconhecida também como patrimônio cultural imaterial do Estado.
Cerca de 270 quilômetros a cavalo
Para os integrantes do Guasca Largado, a participação vai muito além da presença na solenidade estadual. A comitiva iniciou a cavalgada de retorno no domingo, dia 16, com a previsão de percorrer aproximadamente 270 quilômetros até trazer a centelha para Casca.
Durante parte do caminho, os cavaleiros casquenses seguem junto ao grupo Cavaleiros do Planalto Médio, de Passo Fundo. As comitivas permanecem juntas até Arvorezinha, onde os trajetos se dividem. A partir dali, o Guasca Largado segue em direção a Casca, em um trecho de aproximadamente 67 quilômetros.
A longa jornada exige planejamento, estrutura para os cavaleiros, cuidados com os animais e organização dos pontos de parada e descanso. Mais do que transportar a centelha, a cavalgada simboliza a continuidade de uma tradição transmitida entre gerações.
O grupo também vem levando o nome de Casca pelas localidades por onde passa. Segundo os integrantes, a participação dos cavaleiros casquenses nas atividades tradicionalistas já é reconhecida por representantes de outras regiões do Estado.
A Administração Municipal de Casca apoia a participação do Guasca Largado na jornada, contribuindo para que o grupo possa representar o município e manter viva uma manifestação que faz parte da história e da identidade cultural do povo gaúcho.
Com a chegada da Chama Crioula ao município, Casca se integra mais uma vez ao movimento que antecede as comemorações de setembro, quando a centelha passa a representar, em cada comunidade, a preservação da história, dos costumes e das tradições do Rio Grande do Sul.